sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

SER EU OU...

... EIS A QUESTÃO !

Este escrito, vai para a insistência,  da minha querida companheira  de jornada diária, Dra. Cidinha. Ela nasceu de uma discussão (discussão esta saudável ) entre nós. Entre a objetividade da advogada, e a busca pelo algo mais do psicólogo.
A grande verdade, é que pouco sabemos sobre nós mesmos, sobre o nosso inconsciente, o que não dizer então, do nosso conhecimento sobre terceiros. É muito comum alguém dizer:  "eu tenho muita psicologia, pesco rapidamente tudo o que o outro é", grande "merda", diria eu para que serve ? Além de não servir, absolutamente nada,  é uma terrível perda de tempo, pois gasta-se um tempo, ENERGIA DE VIDA, PARA TENTAR SABER SOBRE O OUTRO, enquanto sobre sí mesmo, pouco ou nada sabe, pois se soubesse, não faria tanta besteira que prejudicaria a própria vida. Não é mesmo?!!!
Penso, que a maioria quer saber sobre o outro para fugir de sí mesmo. 
Pense nos terríveis enganos que você comete contra sí mesmo. Nos amores bandidos que não conseguem dominar (apesar dos inúmeros conselhos dos "amigos"). Nas terríveis enrascadas que se mete de "livre" e expontânea vontade. E, vamos por aí vivendo uma vida errática, lamentando a própria sorte, achando que temos grande sabedoria pois sabemos tudo do outro. Pois é, vale a pena tudo isso?
É, o inconsciente, se não conseguirmos percebê-lo,  é muito mais cruel do que se pensa. É ele que nos faz passar pelo sinal vermelho da vida, com a certeza de que estávamos no verde, fazendo assim com que quebremos a cara na primeira trombada vital. 
O grande, Dr. Freud, levou uma vida para definir o inconsciente, que teimamos ignorar, fugindo como o diabo foge da cruz de um processo PSICOTERAPEUTICO, com a singela fala de que: não sou louco e eu  próprio resolvo os meus problemas. Terrível engano, que leva o indivíduo a ficar marcando passo na VIDA, quando não causando para sí mesmo uma grande tragédia, para se lamentar a vida toda.
VAI CONTINUAR IGNORANDO ESTA GRANDE VERDADE?!!!!!!        

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

ENERGIA....

...É O QUE DESEJO PARA MEUS AMIGOS

Falar de ENERGIA  é falar de vida,   é pura energia em todos os sentidos. Assim sendo, ficar discutindo o valor, NEGATIVO OU POSITIVO da energia da vida é puro exercicio de negação da própria vida, são apenas conceitos didáticos para explicar as vezes o não explicável.

Por esse motivo, o importante é, entender  que energia é um elemento em movimento, e por esse motivo, não existe um começo, meio e um fim, muito menos valores culturais. Ela existe e pronto. 

Agora para nós elementos finitos, isto é que tem, um começo meio e fim,  fica difícil entender a idéia de algo sem fim, nem começo como é a energia. Fica difícil entender também que ela não tem valores (positvos/negativos) pois aprendemos, desde bebê, a viver num mundo apenas dicotômico, onde o bem está em oposição ao mal. Porém, se pararmos para perceber a nossa própria vida, e tivermos, a liberdade de SENTIR (sem medos), iremos perceber que o bom e o mal convivem em nós, em forma de equilibrio dinâmico. Além de que, toda a nossa energia vive neste mesmo equilibrio dinâmico ao que damos o pomposo nome de HOMEOSTASE.
Portanto,  só para terminar,  desde que sejamos livres para não ter medo das nossa energias e deixá-las fluirem, sem travas (complexos),    livremente, sem nos preocupar se elas vão ou não causar algum dano, seremos harmoniosos e felizes, para ultrapassar todo e qualquer eventual obstáculo à uma vida harmoniosa e tranquila.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A EXCLUSÃO OFICIALIZADA...

... E consentida.

Sou do tempo, em que, movimentos reivindicatórios apareceram: os movimentos pelas equiparações de gêneros;  valorização do negro e do combate ao racismo; da igualdade de pessoas com deficiências e, tantos outros, que procuravam defender as minorias e exigir providências para a melhoria da qualidade de vida destas mesmas minorias, geralmente excluídas e oprimidas pela sociedade.
Naquele tempo, já se ouvia dizer, que quando as autoridades, aquelas que poderiam resolver o problema mas, não queriam de fato, criava-se um, conselho ou comissão, geralmente com nomes pomposos, mas que, sem verbas nenhuma,  e que, quase nada podiam fazer. Assim nasceram: o Conselho Estadual da Condição Feminina,  Conselho Municipal das Pessoas com Deficiências  e coisas e tais. Conselhos que proliferaram pelo Brasil inteiro, na esferas Federais, Estaduais e Municipais. A maioria destes conselhos tinham caráter consultivo, ou seja, uma função,  de pouca ou quase nenhuma importância. Isto, ou esta, condição de sem alguma importância, ficou muito acentuada na área das pessoas portadoras de deficiências, ou se quizerem os mais puristas, PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS. 
Vejamos :  se um portador de deficiência pretende comprar um carro, com as isenções que lhe são garantidas por lei,  terá este (a) que se submeter a uma maratona burocrática que só alguns conseguem superar, inclusive confirmada, por vários membros do conselho estadual da sua categoria, em uma audiência, a qual estive presente, cujos membros preferiram nem  tentar conseguir tais isenções, haja vista, a burocracia existente. 
Agora,  vejamos :  a histórinha dos  "PARA ATLETAS". Segundo o dicionário,  o prefixo PARA serve para designar o que está a
margem, portanto, não cabe para designar um atleta portador de uma deficiência, já que, uma pessoa é atleta ou não, pelo simples fato de que não existe "PARA PESSOA", a não ser, que se queira, definitivamente oficializar  a exclusão de pessoas com alguma deficiência. 
Em 2.012 teremos as "OLIMPÍADAS DE LONDRES" e em, 2.014, as "OLIMPÍADAS" no Rio  de Janeiro, será que os tais Conselhos não poderiam, PELO MENOS, reivindicar o fim deste prêmio de consolação chamada de "para olimpíadas" e colocar todos os atletas nas mesmas condições das grandes "OLIMPÍADAS", onde todos os atletas, sem excessão, lá estivessem devidamente  classificados em suas categorias e condições?

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

DA VERDADE DO SER...

...À VIDA EM SOCIEDADE


Todos se perguntam se a vida pode ser verdadeira,  se podemos ser nós mesmos em todos os lugares, em todas a situações e em todos os momentos.

Ora,  este talvez seja o conflito pessoal mais comum,  individualmente falando, mas  pensamos e  agimos, em sociedade,  quase automaticamente de formas diferentes daquilo que sentimos em várias situações, na maioria das vezes sem que percebamos. 

A vida em sociedade, exige que cada um de nós desempenhe papéis e na maioria das vezes os  diferentes papeis  não podem ser desempenhado da forma que genuinamente  pensamos.
Está instalado o conflito interior.

E,  mesmo na vida em família,  quantas vezes somo obrigados a atuar diferentemente do que sentimos ou pensamos,  para não magoar pessoas que amamos.

Pense o seguinte: num momento somos filhos, e discordamos da formas como somos tratados; no momento seguinte somos pais e,  na maioria  das vezes estaremos repetindo tudo aquilo que criticavamos em nossos pais, pois não aprendemos agir de forma diferente. 

Não existe segredo,  somos aquilo que nos ensinaram, são raros os casos em que pessoas procuram alguma mudança real na sua forma de ser,  em sua grande maioria individuos agem inconscientemente de acordo com seu aprendizado,  tendo a "certeza" que eles pensam livremente assim: o tal  do "livre arbitrio". 

Infelizmente não  é uma verdade absoluta. Numa dada sociedade todos pensam e agem mais ou menos da mesma forma, salvo excessão do gênio (considerado louco na época),  todos pensam e agem,  de acordo com o que foi passado de geração para geração;    as  mudanças que  ocorrem,  ocorrem lentamente. 

Nos tempos atuais, graças aos avanços tecnológicos  dos meios de  comunicação,  as mudanças vem ocorrendo numa velocidade superior a capacidade  humana de assimilação, por isso essa sensação de loucura geral. Parece que os atores sociais (nós) não sabem bem quais  e como  desempenharem  seus papeis. 

Isto posto,  devo dizer que,   importante para o individuo é saber que na maioria das vezes ele esta desempenhado um papel social,  e,  saber o que se espera desse papel é fundamental para seu bom desempenho,  tendo a consciência,  que ele só será  ele mesmo no recondito do seu ser, desde que esteja preparado para SENTIR MAIS DO QUE PENSAR    

terça-feira, 8 de novembro de 2011

VIOLÊNCIA.

...SERÁ O FIM?!

Não gosto de pegar carona nos artigos de outros autores, mas como discordo de alguns pontos  do meu colega, Dr. Jairo Bouer, de 7/11 corrente, no suplemento FOLHATEEN, DO JORNAL  "FOLHA DE S. PAULO" em que fala da epidemia da violência e arrogância, vejo-me, na obrigação de expressar a minha opinião, principalmente no que diz respeito  a origem desta epidemia.

Primeiro quero dizer que concordo plenamente quando ele afirma no final, que quando existe uma sensação de impunidade total, "...quando se junta a fome com a vontade de comer? Um banquete. E é a isso que temos assistido, uma epidemia de violência e arrogância", dá nisto mesmo.

O problema é que se êle acerta no diagnóstico, ele equivoca-se, ao colocar o problema como caso de POLÍCIA e JUSTIÇA. Em parte ele tem razão, mas a principal causadora desta situação de violência e arrogância, está mais próximo do que pensa o meu colega, pois ele siquer pensou na família, essa instituição em fim de linha, que na melhor das hipóteses coloca na sociedade uma quantidade de pessoas sem a mínima condições de viver  em harmonia social, para não falar, em verdadeiros ditadorzinhos cruéis onde o limite da sua visão é o seu próprio umbigo.

A atual FAMILIA, onde a mãe não é a mãe, e sim, a babá ou a creche, e, o PAI pouco se conhece, pois passa a maior parte do tempo fora de casa, tentando ganhar o sustento neste mundo extremamente competitivo, está mais que provado, não serve para formar CIDADÃOS  digno deste termo para viver numa SOCIEDADE MELHOR  como esperavam os jovens das decadas 60/70 do século  passado ou como diriam os hippies de então, o nascimento de uma "ERA DE AQUARIUS" onde reinaria  PAZ E AMOR.
Isto posto, precismos repensar a nossa sociedade, pois pelo  andar da carrugem,  o caos está bem próximo.

Gostei muito de quando eclodiu a "Revolução Feminista", mas seus resultados para a FAMÍLIA foram  péssimos; gostei muito quando lutamos pela liberação dos costumes, mas foram terríveis seu resultados. Enfim, foram vários movimentos, para uma mudança social, com belos ideiais só que houve ao meu ver uma falha terrível , que foi o de não se pensar no que viria depois.

Sobrou ideal e garra, faltou planejamento. Derrubamos mitos, tabus e até instituições. Mas não tinhamos coisa melhor para  colocar no seus lugares e está dando nisto: Uma bagunça geral

Não será o momento de se discutir que sociedade queremos?
Pensar, já que lutavamos contra, o que colocar no lugar da FAMÍLIA, considerada uma instituição burguesa?     

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

GERAÇÃO....

...ADITIVADA


Eu estava falando, na geração que para "viver" precisa da tão falada ADRENALINA, no final perguntava se isto era bom. Particularmente acho esta necessidade, quase tão maléfica como o uso de quaisquer outras drogas, alucinógenas ou não. O importante é viver bem sem precisar de qualquer tipo de aditivo, natural ou artificial, o que importa de fato é ver beleza onde tudo parece meio apagado sem cor. Importante é se sentir bem e conseguir sentir o aroma da rosa, mesmo estando no meio de um grande trabalho enfadonho. Aliás, o mais importante é: descobrir que a sua vida é boa e você só faz (no limite do possível) aquilo que lhe agrada, até na forma de ganhar o necessário para  seu bem viver.

Agora o que mais me preocupa, é o fato desta atual juventude necessitar de aditivos para execer aquilo que mais prazer dá ao homem saudável,  que é o SEXO. Há algum tempo venho percebendo que uma parte dos nossos jovens falam destes remédios, que deveriam ser útil apenas aos senhores de meia idade ou acima, como se fosse uma coisa natural. Hoje percebo que a grande maioria, por insegurança, medo de falhar na hora "H"(atire a primeira pedra quem nunca falhou),  ou para ter uma performance "fenomenal" (a tal da competividade excessiva) , fazem uso cotidianamente destes aditivos sexuais.

Ora, se agora que são jovens, com todos seus  hormônios em ebulição,  precisam destas drogas para conseguir transar,  o que dirá amanhã quando a força da idade e da gravidade  começar a fazer  alguns estragos no funcionamento do  seu organismo e na  sua fisiologia?!!

E,  estou dizendo isto, não para faixa dos setentões, estou falando para você,  atual geração, que   quando chegar aos quarenta,  cinquenta anos de vida e, ainda em plena fase útil da vida, estarão devidamente brochas por excessivo uso de aditivos, que  nem com "remédios" mais potentes  conseguirão resgatar o TESÃO DE VIVER UMA VIDA PRAZEIROSA.

Aí, você se perguntará: VALEU?!!!!

sábado, 5 de novembro de 2011

GERAÇÃO ADRENALINA...

...ISTO É BOM?!!


Não sei se todos já perceberam,mas, a verdade é  que, quando se conversa com um jovem de hoje vê se a necessidade de viver a vida com muita adrenalina é quase uma constante. Tenho visto,  que a palavra de ordem, muito ouvida na década de 70/80 por um determinado grupo era: "VIVER PERIGOSAMENTE", mas era só para um grupo de arrivistas que não conseguiam levar uma vida saudável numa sociedade organizada.

Agora ,  parece que, o lema acima passou a ser um mote para a grande maioria desta juventude, e o grande barato chama-se pelo nome de ADRENALINA. Pois é, aquilo que era restrito aos  grupos passou a ser da maioria.

Eu tenho uma tese, de que, tudo isto, vem ocorrendo, pela falta de um futuro mais definido numa sociedade extremamente competitiva,  cujo norte que era dado pela FAMÍLIA , se perdeu, junto com o desmoronamento deste grupo social (família) tão importante na formação do ser humano.

Defendo também a idéia de que, existe na TERRA, dois tipos de seres muito semelhantes, que habitam o mesmo espaço, e que vivem a se estranhar, com resultados  negativos para o futuro da humanidade.

 O primeiro, é o ANIMAL HOMEM, que nasce com todos os seus instintos de sobrevivencia e que por falta de  possibilidade de uma vida melhor, em sociedade, mantém esses mesmos instintos inalterados até a fase adulta, passsando a agir como qualquer animal com sua agressividade intacta, e, quando se vê em situação de perigo se torna violento  em defesa da própria vida.

O segundo, é o SER HUMANO, aquele que teve a oportunidade de,  se educar para  viver em sociedade,  e,  que apesar dos seus instintos agressivos ainda existente, ele os usa de forma mais organizada, isto é, mais socialmente. Conhece regras, direitos e deveres e convivem com seus semelhantes de forma mais harmoniosa, menos violenta.

Pois bem, a ADRENALINA é um hormônio natural que serve para preparar qualquer animal numa situação de perigo, ele provoca uma série de reações orgânicas e fisiológicas para que o animal  venha se sair bem, quando sua vida é colocada em risco,  a sua descarga após a situção perigosa passar, provoca imenso prazer, um verdeiro orgasmo.

 Então fica no ar, a seguinte questão: não será pelas facilidades, que os jovens de hoje encontram para TER O QUE QEREM e, até para FAZER  SEXO, que era para as gerações passadas o máximo do prazer,  e,  pela falta de uma maior orientação FAMILIAR, não permitindo ao jovem visualizar uma  melhor  perspectiva de  vida em uma sociedade organizada, é que os jovens de hoje buscam o SENTIDO DA VIDA, O PRAZER DE VIVER,  numa vida mais animalesca, com mais ADRENALINA, colocando a sua própria vida e a de outros (pela violência)  em perigo constante?!!